sábado, 14 de setembro de 2013
sábado, 30 de março de 2013
Leitura, Reflexão e Ação - Atividade 04
Leia o conto (abaixo) Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector e elabore uma breve análise, comentando sobre as características do texto literário, a sua forma de organização, o tema desenvolvido pela autora e outros aspectos que você queira acrescentar. Finalize a sua escrita comentando sobre o significado da felicidade em sua vida.
Boas Reflexões!!!
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Boas Reflexões!!!
Felicidade clandestina - Clarice Lispector
Clarice Lispector
O Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996
O Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Análise de textos - atividade Aula 03

O discurso poético
1 Analise os textos abaixo e classifique-os quanto à
metrificação e estrofação.
Texto 1
“Quero outro caminho
Para caminhar
Ando naufragando,
Ando sem destino
Quero Tua Mão
Para me salvar”
Jorge de Lima
Texto 02
“Arrependido estou de coração.
De coração vos busco, daí - me os braços,
Abraços, que me rendem vossa luz”
Gregório
de Matos
Texto 03
“Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma.”
Olavo Bilac
2) Pesquise um soneto, analise-o, comente sobre o tema
trabalhado pelo poeta, escreva em seu caderno e publique no Blog.
Análise de textos - Atividade Aula 02
ATIVIDADE DE LITERATURA: TEXTO LITERÁRIO E TEXTO NÃO LITERÁRIO
Texto 1
Mulher
assassinada
“Policiais
que faziam a ronda no centro no centro da cidade, encontraram, na madrugada de
ontem, perto a Praça da Sé, o corpo de uma mulher aparentando 30 anos de idade.
Segundo depoimentos de pessoas que trabalham nos bares próximos, trata-se de
uma prostituta conhecida por Nenê. Ela foi assassinada a golpes de faca. A
polícia descarta a hipótese de assalto, pois sua bolsa, com a carteira de
dinheiro, foi encontrada junto ao corpo. O caso está sendo investigado pelo
delegado do 2º Distrito Policial.”
(JORNAL DA PARAÍBA, 2007)
Texto
2: Texto
3:
CONSOADA
“Quando a
Indesejada das gentes chegar
( Não sei se
dura ou coroável ),
Talvez sorria,
ou dia:
Alô, iniludível!
O meu
dia foi bom, pode a noite descer.
(À noite com
seus sortilégios).
Encontrará
lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada
coisa em seu lugar.”
MANOEL
BANDEIRA
|
EPITÁFIO PARA UM
BANQUEIRO
NEGÓCIO
OCIO
EGO
CIO
O
PAULO PAES
|
Texto 4
(...)
Era um sonho
dantesco... O tombadilho
Que das
luzernas avermelha o brilho
Em sangue a se
banhar
Tinir de
ferros... estalar do açoite...
Legiões de
homens negros como a noite,
Horrendos a
dançar...
Negras
mulheres, suspendendo às tetas
Magras
crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue
das mães:
Outras,
moças... mas nuas, espantadas,
No turbilhão
de espectros arrastadas,
Em ânsia e
mágoa vãs.
(...) (Castro Alves, Navio Negreiro)
Texto 5
Brasil teve três séculos e meio de regime
escravocrata, contra apenas um de trabalho livre. Três e meio para um! Ao longo
desses três séculos e meio, importou quatro milhões de negros africanos, 40%
das importações totais das Américas, numa das mais volumosas operações de
transferência forçada de pessoas havidas na História.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, 15/06/1996)
LEITURA DO LIVRO DIDÁTICO
Atividade Aula 01
AULA 01 - O que é literatura
O que é literatura?
“A literatura, como toda arte, é uma transformação do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças a imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.
O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades fatuais. Os fatos que manipula não tem comparação como os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.
A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo passa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana”.
Afrânio Coutinho
01. Aristóteles, filósofo grego clássico, afirmava que “a arte é imitação”. Essa afirmação esta de acordo com o texto acima? Justifique sua resposta:
02. O texto afirma que o artista, ao recriar a realidade, estabelece uma outra verdade. Como é essa outra verdade?
03. Se alguém lhe perguntasse: “O que é literatura?”, o que você responderia? Justifique:
04. Cecília Meireles, poeta do Modernismo brasileiro, escreveu uma obra intitulada Romanceiro da Inconfidência, na qual nos reconta os episódios da Inconfidência Mineira. Veja este pequeno fragmento que fala do “ouro incansável”.
“De seu calmo esconderijo,
ouro vem, dócil e ingênuo;
torna-se p’, folha, barra,
prestígio, poder, engenho...
É tão claro! – e turva tudo:
Honra, amor e pensamento.”
Os versos de Cecília Meireles comprovam o que é dito no segundo parágrafo do texto de Afrânio Coutinho? Justifique
As Formas Literárias - 3ª AULA
LITERATURA - 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
III AULA
1 As formas literárias
Ø A linguagem literária se manifesta em duas formas prosa e poema.
1.1 Texto em Prosa
Ø Características: possui organização linear e é dividido em parágrafos.
Ø A prosa é utilizada em texto literário (crônica, contos, novelas, romances) e não literários (ensaios científicos, notícias e reportagens jornalísticas, mensagens publicitária, histórias em quadrinhos etc.)
1.2 O Poema
Ø É organizado em versos (cada uma das linhas do poema) e estrofes (conjunto de versos)
a) Metrificação ou escansão: metrificar ou escansar um verso é contar o número de sílabas poéticas.
Diferença entre sílabas gramaticais e sílabas poéticas
Observe a diferença do procedimento:
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” .
Camões
Silabas gramáticas
mu/dam/-se /os /tem/pos/mu/dam/-se /as /von/ta/des
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
Silabas poéticas
mu/dam/-se os /tem/pos/mu/dam/-se as /von/ta/des
1 2 3 5 6 7 8 9 11 12
Quanto à métrica alguns poemas recebem a denominação especial .
· Com cinco silabas – redondilha menor
· Com sete sílabas – redondilha maior
· Com doze sílabas - decassílabo ou alexandrino
b) Rima – sons coincidentes entre palavras no final ou no interior de cada verso.
OBS.: Quando o poema não apresenta rima nem medida, os versos são chamados respectivamente de versos brancos e de versos livres.
Disposição da Rimas podem ser alternadas (ABAB), Interpoladas ou cruzadas (ABBA) emparelhadas (AABB) e mistas.
Exemplo:
Distante o meu amor, se me afigura (A)
O amor como um patético tormento (B)
Pensar nele é morrer de desventura (A)
Não pensar é matar meu pensamento.(B)
Soneto de Carnaval – Vinicius de Moraes
Exemplo de versos Brancos
Minha amiga,
deixa de choro,
deixa de desespero,
deixa de drama.
a mais eterna das paixões
dura apenas uma semana.
( Amor adolescente.2 ed. São Paulo: Atual, 1999. p.14)
c) Estrofação
A estrofe é agrupada de acordo com o número de versos.
Dístico – estrofe com dois versos
Terceto – estrofe com três versos
Quarteto – estrofe com quatro versos
Oitava - com oito
SONETO: É uma composição poética organizada em 14 versos agrupados em dois quartetos (iniciais) e dois tercetos (finais).
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